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O HÓSPEDE DE DRÁCULA é o primeiro conto clássico de terror publicado aqui no CF, e este espaço literário, que tem grande parte de seu acervo constituído de contribuições generosas de escritores amadores e semiprofissionais, já estava devendo, há muito, publicações dos grandes mestres da literatura fantástica. É fato conhecido que este conto, na verdade, era um capítulo inédito não incluso na versão final do famoso romance gótico DRÁCULA (1897), do escritor irlandês Bram Stoker. Não há menção, durante a narrativa deste conto, que difere um pouco do estilo epistolar do grande clássico, do nome do personagem principal, mas supõe-se de que seja Jonathan Harker, o advogado , o tal convidado do título. Enfim, para quem ainda não leu o grande clássico pode ter aí um bom aperitivo para matar a curiosidade, e, para quem já leu, a leitura será mais prazerosa ainda devido a compreensão maior do contexto em que os fatos ocorrem.
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| F. P. Andrade |
"Ilustríssimo preceptor e amigo, peço emprestado um pouco da sua experiência na área da psicanálise. Envio para o senhor, anexado a esta, uma carta de certo Dr.Brans S. que afirma ter sido vítima do mal em sua essência, personificado na forma de uma criança de onze anos. Peço que, por favor, ajude-me a desvendar esta mente emaranhada." É este o prólogo instigante do conto de F. P. Andrade, em sua estréia nos domínios do CF.
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| Elsen Pontual |
No ano de 1502, em Londres, a rotina abnegada do padre Ignácio de Montesso é rompida por um fato incomum: um mensageiro, a cavalo, lhe entrega duas cartas importantes: uma das missivas é do seu velho mentor intelectual, que morrera há poucos dias antes de enviar-lhe a tal carta, e a outra se constitui numa mensagem da Santa Sé, nomeando-lhe pároco de um pequeno vilarejo, substituindo o amigo recém-falecido. Sem saber, Ignácio parte em viagem que mudará para sempre a sua vida. Conto bem escrito de Elsen Pontual, escolhido como um dos melhores textos do 1º Desafio Literário do site “A Irmandade”.
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| Luiz Poleto |
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Homem conta a história de sua amizade com Leonido, escritor famoso, discreto, avesso as badalações das mídias, que depois de lançar o seu 5º livro passou a ficar estranho, meio paranóico. Em uma das suas visitas à casa de Leonildo, que fazia uma vez por mês, ele é confrontado com um pedido estranho, sulreal, fruto de uma mente perturbada. Texto breve e objetivo, em atmosfera fantástica, de Luiz Poleto.
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| Flávio de Souza |
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A alma de um condenado encontra-se em eterna danação, punido a vagar numa dimensão incerta entre o céu e o inferno. Mas, mesmo restrito a esta miserável condição, ele encontra meios para, a partir das cinzas das árvores que consegue destruir, corporificar-se numa criatura sedenta pela vida de outros seres vivos. Flavio de Sousa cria uma narrativa curta interessante, de prosa sofisticada, um tanto de poética, para “dar vida” à insólita criatura. Boa opção de leitura.
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| Quando retornam as criaturas |
| Paulo Soriano |
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Selênius, o coveiro, naquele fatídico dia, retornara à Taberna da vila mais cedo do que era de costume, sem o seu inseparável cantil de conhaque, o que, por si só, já se constituía um fato extremamente insólito. Algo no homem pressagiava notícias nada auspiciosas. O velho bebum, com o rosto congestionado de espanto, sem rodeios, acaba dando a conhecer os motivos de sua aflição: algo ou alguém roubara-lhe os defuntos do cemitério. Conto na linha narrativa clássica-gótica, desenvolvida com a competência de sempre do escritor de terror Paulo Soriano.
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| Lucas F. Maziero |
Corre o verão do século VII. Julios, um bardo de talento medíocre, cavalga há dias sem rumo certo, e, desanimado por não encontrar estímulo para as suas canções, resolve fazer uma visita a um amigo monge. No entanto, devido ao cansaço da grande jornada, acaba dormindo no lombo do seu jumento, que o leva diretamente para uma floresta, onde entidades malignas são despertadas por um ritual antigo. Lucas F. Maziero, através de um estilo elegante, clássico, cria uma narrativa de ambientação envolvente para o deleite dos que apreciam uma história bem contada.
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| J. Modesto |
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Jeremias Carneiro é um homem que desde a infância tem sido chamado de “sonhador”, adjetivo utilizado por seus pais para, em muitas ocasiões, justificar ou disfarçar as suas habilidades mediúnicas. Por causa de seus relatos insistentes, dos quais muitos julgam frutos de fantásticas alucinações, ele acaba sendo enviado para tratamento médico em um hospital psiquiátrico. Nos relatos, Jeremias faz alusões a uma sequência incrível de fatos bizarros, ocorridos na cidade de Germinade. J. Modesto apresenta uma intrigante história de horror.
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| Frodo Oliveira |
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Em plena segunda guerra mundial, soldado é acometido de estranho pressentimento sobre uma antiga ponte de pedra. As horríveis esculturas de demônios alados, entalhados a cada cinco metros, provocam-lhe calafrio e um sentimento de viva inquietação ante a noção do perigo que parece advir das estátuas ao longo da velha construção. E para complicar ainda mais a situação, uma divisão do exército alemão encontra-se entrincheirada do outro lado para bloquear o caminho. Frodo Oliveira oferece um conto de narrativa simples, despretensiosa, mas instigante para os leitores que curtem o gênero. Boa opção de leitura.
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| Marcelo Santoro |
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Reinaldo, integrante da marinha brasileira, é convocado pelo alto escalão da corporação para uma inusitada missão: visitar o Tenente Castro, seu amigo de outros tempos, com o objetivo de averiguar a sanidade mental do militar, que fora afastado por se conduzir de modo contrário ao uso de aparelhos sofisticados de submersão em alta profundidade oceânica. O Tenente Castro estava se tornando um estorvo para os procedimentos de sondagem em alto mar. É dentro desta perspectiva que Marcelo Santoro constrói um clima de terror psicológico cada vez mais crescente à medida que a narrativa se encaminha para a sua conclusão. Uma boa pedida de leitura.
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| Elenildo Pereira |
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Homem maduro, no dia em que completa 42 anos, vasculhando as reminiscências de sua infância, decide ir à casa de sua mãe na intenção de repetir uma pergunta feita para ela há três décadas e da qual, apesar dela saber a reposta, se esquivou de responder: como morreu a proprietária da casa 666, um sobrado velho e abandonado, de onde partiam, durante a noite, gritos apavorantes que enchiam de medo todas as crianças da rua. Elenildo Pereira nos brinda, com muita competência, uma elaborada narrativa sobre uma entidade fantasmagórica, envolta em completo mistério, vista pela perspectiva curiosa e persistente de um garotinho de 12 anos. FCrecomenda a leitura.
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